Logo no início do trecho de serra, já estava trânsito, e o pior, chuva, muita chuva e muita neblina, que não dava pra enxergar nada, pra piorar era duas mãos só...
- Vejam! Tem uma luz alí em baixo, acho que daqui algumas curvas vamos chegar à essa luz!
- E o que é essa luz, motorista?
- Deve ser algum posto, restaurante ou hotel!
- E a gente vai parar lá?
- Sim! Pois assim, não dá pra seguir viagem!
- Mas e se for casa de alguém?
- Ai a gente finge que não viu nada!
- Mas aquela casinha deve ser a última, depois daquela curva, não deve ter nada!
- Qualquer coisa, eu paro naquele mirante que é logo abaixo, ou no acostamento, porque desse geito, não dá pra seguir viagem!
Terminamos de fazer a curva, e chegamos de frente com essa casinha, que na verdade era uma manssão enorme de grande, e bem antiga...
- Nossa!!! A gente vai parar aqui, motorista?
- Sim!
- Eu em, prefiro continuar na rodovia
- Calma, vou estacionar aqui e vou ver se tem alguém aqui...
Apenas o motorista saiu da vãn (que era o rapaz de um dos casais), e nós continuamos dentro...
- Eu em! Essa casa é do tempo de Cabral!
- Pois é, olha que antiga! Vidro quebrado...
- Xi, acho que não tem ninguém, pois ninguém atendeu o motorista!
De lá de dentro da casa, saiu uma velhinha aparentemente uns oitenta anos, e nós saímos da vãn...
- Olá, sejam bem vindos, essa casa é do tempo do meu avô...
- Seu avô morreu aqui?
- Fica queto, deixa a velhinha falar!
- Sim, meu avô morou aqui!
- Não digo, ele morreu aqui?
- Então, o que vocês presisam? É passar algumas horas aqui? Sim, pois a estrada está perigosa, podem entrar, pegue essa é a chave do quarto de vocês, essa é pra você, essa é para o outro casal, essa é para as meninas e essa é para os meninos!
- Não senhora, a gente só veio esperar o tempo dar uma acalmadinha pra continuarmos a descer a serra!
- Descer? Descer? Xi, esse tempo só vai melhorar amanhã a tarde! Podem ficar, eu não vou cobrar nada! O quarto de vocês tem suíte, o café é servido das sete às nove, o almoço fica das onze às três e o jantar, fica quando vocês pedir!
Pois é! Aquela senhora, era mesmo simpática, entramos na casa, e logo demos de cara com a sala de jantar, e levamos um susto, pois era enorme a sala, a mesa cabia 35 cadeiras! E tinha um monte de quadros! Além de estar tudo empoeirado, as luzes eram de velas! Tinha também, um cômodo enorme também, vazio, onde lá era feita algumas danças, a casa era estilo colonial, e foi construída em 1850. Também descobrimos na quele dia que essa casa, foi da corte Portuguesa e que nela, já durmiram: a corte Portuguesa, Italiana, Espanhola e Francesa (inclusive, Pedro Alvarez Cabral, e D.Pedro I).
- Nossa! Não foi atoa que eu falei que essa casa era do tempo de Cabral!
Quando subimos 2 andares à cima, descobrimos que lá tinha, 24 quartos, 12 de frente para a rodovia, e 12 de frente para o morro, o nosso quarto era de frente para a rodovia, no final do corredor, tinha uma porta que leva pra não sei a onde, que a velhinha falou que está trancada e nunca foi aberta desde 1950.
A chuva continuava, e piorou, começou a dar relâmpagos e trovões, jantamos, ficamos converssando na sala de música (onde lá tinha um piano bem antigo, um violão e uma flauta de bambu) depois fomos dormir, cada um em um quarto, e a chuva aumentou, agora estava com vento...
Continua no próximo capítulo...
sábado, 23 de maio de 2009
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